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Bárbara Savannah é uma artista visual paraense. Natural da Ilha do Marajó, reside em Belém e constrói sua prática artística a partir das paisagens afetivas da Amazônia. Aborda a pintura e a videoarte como meios para desfragmentar paisagens da região Norte e expandi-las por meio de colagens digitais e experimentações pictóricas que revelam um enredo íntimo de considerações, em que sujeito e horizonte tornam-se inseparáveis.

Bárbara
Savannah

Bárbara passou grande parte da vida cruzando rios entre viagens e mudanças. Dentro de barcos, vinham ideias, memórias e inspirações. Os caudalosos corpos d’água amazônicos eram grandes telas em branco para sua arte e projetos. Pintora dedicada à fragmentação e transmissão da cultura popular amazônica, suas obras abstratas dialogam com memórias, trajetos e elementos cotidianos, criando uma extensão sensível dos afetos que percorrem rios, trilhos e cidades.

Movida pelo deslocamento físico, simbólico e afetivo, Bárbara enxerga a pintura e a imagem em movimento como ferramentas para registrar e reinventar territórios, memórias e imaginários. Seu traçado, marcado pelo muralismo e pelas influências amazônicas, propõe uma experiência poética que conecta passado e presente, natureza e cidade, tradição e contemporaneidade.

Para o MAPA, Bárbara cria uma narrativa audiovisual que combina registro, pesquisa e imaginação. Em Um Horizonte em Movimento, investiga o deslocamento como experiência física e afetiva. A obra parte de travessias pessoais entre rios, cidades e trilhos para construir uma narrativa visual e sonora onde paisagem, memória e comunidade se sobrepõem.

“O texto desse projeto, Um Horizonte Movimento, eu construí atravessando uma baía. Essa baía de Curralinho pra Belém, que é a Baía do Marapatá, numa lancha e eu comecei a escrever. Ao mesmo tempo em que tu está olhando uma paisagem, algo ali te referenciando, algo que tu está vivendo internamente, sabe? E passou muito tempo, eu falei: ‘Nossa, vai ser um trajeto longo!’. Isso me faz lembrar muito desse texto e esse contexto do pensamento que está sempre te levando a um lugar interno, mesmo que tu estejas olhando pra fora.”

Artista Visual
Pará