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Artista, professor, antropólogo e curador maranhense, Dinho se inspira em tradições populares e o imaginário de “espécies encantadas” e figuras místicas para pensar sistemas mais amplos e integrados ao humano. O artista articula encenações e alegorias para pensar sistemas ecológicos para além dos naturais — como o meio industrial, por exemplo — para oferecer uma torre de observação ampla sobre a história.
Dinho Araújo
Ao se debruçar sobre as alegorias das festas populares, Dinho propõe um gesto artístico que revela as camadas invisíveis da memória e a riqueza simbólica do imaginário cultural. Suas imagens e performances criam um mapa poético em torno do movimento, do deslocamento e das relações, convidando o espectador a perceber conexões entre territórios e a diversidade biológica, cultural e espiritual do Maranhão.
No projeto desenvolvido para o MAPA, sua obra se apresenta como um laboratório de invenção poética. Em História da Terra, o artista se utiliza de máscaras inspiradas em caretas, como as encontradas em festejos populares, para refletir sobre os biomas e territórios conectados pela Estrada de Ferro Carajás. Os atores no trabalho formam uma ficção para pensar sistemas em que o deslocamento cultural torna-se matriz de paisagens metafóricas.
“Meu trabalho está muito relacionado a uma busca pela minha própria ancestralidade e discute, de modo performativo, aspectos relacionados à memória, à identidade e à raça. Ele é muito impulsionado por uma perspectiva de tentar fraturar, triturar narrativas relacionadas ao corpo preto, ao corpo afro-indígena, e também há uma tentativa de desconstruir uma noção estereotipada de cultura popular, que folcloriza as manifestações existentes no meu próprio território, chamando atenção para a atualidade desses fenômenos, para a capacidade que eles têm de manutenção de uma memória, de uma consciência histórica do presente, no modo como eles vivificam processos relacionados à colonialidade.”