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A artista visual maranhense ressignifica arquivos, memórias e fotografias utilizando colagens digitais e processos híbridos para criar novas narrativas visuais. Suas imagens funcionam como ponte entre tempos, permitindo que figuras e histórias esquecidas retornem ao presente com força e significado. Seu trabalho projeta voz e dignidade àqueles que, historicamente, foram objetificados ou invisibilizados, transformando presenças ausentes em figuras de reconhecimento e celebração.

Silvana
Mendes

Refletindo sobre a Estrada de Ferro Carajás, a artista aborda a memória não como apenas registro do passado: território de crítica e esperança, um espaço onde se podem revelar tensões históricas e oferecer leituras contemporâneas da experiência humana. Para o MAPA, a artista apresenta sua obra como investigação crítica das problemáticas históricas, propondo modos de ver e interpretar o passado que dialogam com o presente.

Em Sol de Meio Dia, a artista propõe a ferrovia como um grande arquivo a ser poeticamente imaginado. A partir da colagem digital e da sobreposição de imagens, memórias e narrativas, a artista desloca o olhar sobre a ferrovia para o território sensível das vidas atravessadas por ela. Como mulher negra maranhense, Silvana constrói uma reflexão visual que envolve corpo e memória, transformando lembrança em presença e criação.

Silvana Mendes transforma arquivos e imagens em narrativas que são, ao mesmo tempo, visuais, poéticas e políticas, convidando o público a reconhecer, refletir e celebrar a dignidade daqueles que habitam suas memórias. Em sua prática, a artista investiga justamente as lacunas e apagamentos da memória, como evidencia em sua fala:

“O meu trabalho e pesquisa, sobretudo, sobre memória, num lugar em que a fotografia é responsável por criar memórias, mas não só nesse lugar da afetividade, da memória da lembrança, mas até dessa memória, a falta desse lugar e desse não-lugar, por uma falta de presença de memória concreta, no lugar que a imagem traz. Muitos dos meus amigos, pessoas próximas a mim, de pessoas que já trabalhei, principalmente pessoas negras, e eu mesma, a gente tem pouco acesso à memória do nosso passado enquanto povo, enquanto pessoas que têm uma história, e que essa história foi apagada ou destruída. Dentro dessa memória, seja ela uma memória figurativa, uma memória simbólica ou uma memória, de fato, histórica.”

Artista Visual
Maranhão