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Músico, pesquisador e artista multimídia, Venturieri desenvolve uma investigação sonora que transborda em imagens visuais. Sua obra é atravessada por uma paisagem videoartística deflagrada pela sinestesia, onde estímulos auditivos e ópticos se fundem. Artista conceitual que utiliza a “imagem sonora” como alicerce narrativo, ele oferece ao público uma expressão imediata e genuína de sua subjetividade.
Leonardo Venturieri
“Paralelamente, trago na obra a impactante presença da Floresta Nacional de Carajás no meu imaginário. Essa memória afetiva é traduzida em imagens, sons e discursos musicais que buscam representar paralelamente, sentidos de abstração e afetos atemporais, perpassados por reflexões sobre o papel da humanidade nos territórios.”
Em Alvorada e Fuga, o artista justapõe o gênero temático da alvorada à estrutura rigorosa da fuga para transpor visualmente a Estrada de Ferro Carajás. A ferrovia, elemento central de suas memórias de infância, torna-se o palco de uma experimentação que reflete sobre movimento e troca. Aqui, o trilho é metáfora do fluxo vital: uma arquitetura poética de partidas e chegadas, onde som e imagem se entrelaçam sob a regência da forma musical que batiza a obra.
“Gosto de pensar as artes de uma maneira interconexa, buscando diluir as fronteiras das linguagens de modo a atingir um estado de hiper comunicação sinestésica. Eu sou um grande admirador da música paraense e regional. A música paraense influencia muito minha obra, por mais que tal influência não apareça de forma direta. O lundu marajoara, por exemplo, é o ritmo que mais influencia em mim, no entanto busco recodificar suas características de modo que possa expressar singularidades composicionais.”