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Entre performance, audiovisual e artes visuais, Rafa Cardozo constrói práticas que conectam corpo, memória e afetos. Suas obras veem o corpo como arquivo vivo, atravessado por experiências e deslocamentos, funcionando como registro sensível das vivências individuais e coletivas. Nascida e criada em Marabá, no sudeste do Pará, Rafa é também educadora e acadêmica. Desde 2019, sua produção se concentra em autorretratos fotográficos e vídeos que investigam memória, território e identidade, com atenção às narrativas pessoais e comunitárias, utilizando fotografia, vídeo e técnicas mistas.

Rafa
Cardozo

Rafa desenvolve uma série audiovisual e fotográfica que constrói paisagens simbólicas e essenciais a partir de sua própria experiência. Ao usar o corpo como instrumento e narrativa, ela traça questões ligadas a inquietações, à beleza e à subjetividade de ser uma mulher bissexual negra e gorda. Para o MAPA, Rafa Cardozo trabalha essas questões e enfatiza, em sua arte, características regionais como as cores e os calores — sentimentais e climáticos — da sua cidade natal.

“Marabá influencia muito meu trabalho esteticamente por conta do calor, seja ele um calor climático ou um calor afetivo. Fui criada de uma forma muito afetiva e sensível. Gosto de transmitir isso nos meus trabalhos, poeticamente, tratar do sensível. E o climático também está presente. Eu gosto de tentar fazer com que esse calor que eu sinto aqui também seja transmitido para outras pessoas através do meu trabalho.”

Em Tudo é correnteza, constrói uma narrativa sensível em que memória, território e identidade se movem como fluxo contínuo. A partir de sua própria história e das vozes de seus pais, a artista entrelaça relatos familiares, imagens de paisagens ribeirinhas e urbanas, sons dos trilhos e do rio, criando uma obra onde tudo está em travessia.

“Posso arriscar dizer que a memória é o meu trabalho. Por que eu digo isso? Porque ela está em todo o processo, ela está do ponto de partida até o final. Então, é graças a ela que meu trabalho existe. Meu trabalho é estar nesse lugar de valorizar as memórias que existem tanto na minha vida pessoal quanto na vida coletiva.”

Artista Visual e Educadora
Pará